quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Exercício 15

Não basta ter diploma, tem que ser jornalista

Qual será o futuro do jornalismo? E dos jornalistas? Será que a internet vai chegar a um ponto em que os outros meios serão secundário? Não acredito nisso. É fato de que com o avanço da tecnologia e principalmente da internet a comunicação e o jornalismo passaram por grandes transformações, e a tendência, certamente, é que esta continue cada vez mais.

A instantanedade desse meio, o minuto a minuto, atrai cada vez mais usuários em busca de informação. Mas que informação é essa? É a informação rápida, concisa. Publicada no meio em sites especializados e dignos de credibilidade, ou não. Qualquer pessoa na internet pode ser jornalista, mesmo aquelas que escrevem simplesmente porque gostam, sem intenção informativa. Cabe ao internauta analisar o conteúdo e tirar suas conclusões.

Com certeza é fantástica a interação que o meio possibilita. Mas será que o jornalista não será mais fundamental? Será. Sempre. O papel do jornalista, mais do que nunca, é essencial, e cabe a nós, jornalistas, provarmos isso. O compromisso com a sociedade, a ética, o conhecimento e o aperfeiçoamento é que farão a diferença.

Talvez para alguns o meio mais ameaçado seja o jornal impresso. Mas não acredito que a tela vá substituir o papel. Acredito que este meio vá se transformar ainda mais. É visível as mudanças gráficas e editoriais que vem acontecendo nos grandes impressos. O “jornal-revista” hoje, busca novos caminhos para sobreviver. Atrai o leitor pelo detalhe, já que o instantâneo não lhe cabe mais. Quem busca o impresso, busca o diferencial, o algo a mais, o aprofundamento da notícia. Segmentados, possibilitam ao leitor ir direto ao assunto de interesse, assim como um link na internet.

É a transformação, a especialização e principalmente a inovação que vão definir o futuro da profissão e do profissional. Não é o diploma que nos torna formadores de opinião. É a maneira como informamos e a qualidade desta informação. É com ética e constante renovação que vamos sobreviver aos “pseudo-jornalistas”.

Nenhum comentário: